sexta-feira, setembro 11, 2009

O tempo passa

Não sei se sonhei com você.
O tempo passa, e,
Lembro pouco do teu rosto,
Muito menos do teu gosto.
Mas hoje sei, que já não me apetece...

Teu cheiro ofegante de sorrisos
já não me congela, já não me aquece,
pouco me enternece...

Teu nome,
que já foi mel de enxofre em minha boca, e
que me desesperava, de tão estranho o gosto.
Hoje ainda é amargo, mas aguado...

Petulante, sei que fui ao me apaixonar.
Devorava as náuseas de tal euforia,
confiante, como quem cai num abismo.
Hoje cismo, que nunca te conheci de certo,
Nem de errado, nem um pouco...

E passaram-se os séculos de minha existência.
Deuses nasceram e morreram nas tuas ausências,
desertos viraram florestas tropicais e,
os bosques por onde caminhava
hoje são áridos abismos,
que brotaram de teus distantes e
desinteressados passos...

E já não sei mais o que temos.
Pois, ao certo, não posso negar tuas presenças,
Nem faço questão de lembrá-las ou de tocá-las,
Ou de tocá-lo...
Hoje, em meu mundo, você não passa de uma sombra.
Inegavelmente próxima, mas,
Visivelmente, de outra NATUREZA...

Nenhum comentário:

Postar um comentário